Adaptação: qual a regra do jogo?

Por | 2018-11-14T16:54:04+00:00 14 de novembro de 2018|Sem categoria|0 Comentários

Em buscar por um lugar ao sol, astro rei que nos últimos dias não tem se feito muito presente em minha querida Curitiba, lá vou eu para mais uma “travessia”…

Quarta-feira, 12 de outubro, resolvei vencer minha resistência e me aventurar no universo YouTube! Vivenciei a aventura de maneira leve, fluída, minha cara… Sem script, falando conforme a ideia vinha… Assim foi e como resultado fiz um vídeo de quase 15 min, MUITO fora do que o “padrão YouTube” sugere (algo entre 4 a no máximo 6). Chutei muito longe do gol, simplesmente o DOBRO da distância esperada…

Além do quesito tempo, são tantos outros cuidados que se tem que ter e pensar ao se aventurar no universo dos vídeos… Eu, que inocentemente achei que era SÓ ter uma ideia ir lá e gravar… isso seria mais que suficiente… Não, não não!!!

A bola fora do tempo, foi apenas UM, dos inúmeros chutes errados que dei: 2) chutei na trave do enquadre da câmera: não fiquei alinhada ao Setting, além do que quando lia o texto que me propus, o ângulo da câmera cortava meu queixo… 3) Ao invés de olhar para câmera, “olhava” pros meus pensamentos e divagações…

Tantas coisas para se considerar, cuidar… Pensei comigo, “poxa, mas não é conteúdo o que mais importa?”. E após dividir o vídeo com algumas pessoas queridas para ter o feedback delas, a resposta foi: “Infelizmente não!”. Muitas vezes, mesmo o conteúdo sendo fantástico, sem os devidos cuidados com os tais quesitos, o vídeo torna-se pouco atrativo o que não gera visibilidade. E um assunto tão legal e relevante acaba não sendo bem aproveitado…

Confesso que ao ouvir isso senti uma enorme preguiça e meu LADO REBELDE e um tanto quanto anárquico, que não admite ser corrompido por sistema que nos força a “caber” em caixinhas pré-formatadas, virou os olhos de forma um tanto quanto petulante e pensou: “Definitivamente não nasci pra isso! Vou continuar com meus textos aonde me sinto livre e leve para escrever da forma que tiver vontade”.

Quando então, outro lado, o LADO INSTIGANTE E QUESTIONADOR, que por sinal é muito bem informado e embasado teoricamente, soprou em meu ouvido: “não se esqueça daquilo que Jung diz e que você tanto trabalha com alguns pacientes: opus contra naturam… Desenvolver-se significar ir contra a inércia, sair do seguro, enfrentar desafios…

Se esse tal lado tivesse dito APENAS isso, já teria sido o suficiente. Mas não, ele não se deu por satisfeito e complementou: “lembra do antídoto contra as Crenças Irracionais do Método do Coaching Racional, especificamente as frases: A realidade é o que ela é e não o que eu gostaria que fosse! e O universo não foi construído para que eu dentre todas as pessoas tenha uma vida mais fácil que as demais”.

Para arrematar e acabar comigo e com a minha resistência de vez, lembrou-me da palestra maravilhosa que Rosely Sayão ministrou em Curitiba há umas 2 semanas atrás, e dentre tantas coisas que foi discutido, o tal lado destacou o ponto em que ela abordou a questão do LIMITE. Segundo Rosely, limite é uma palavra interessante, paradoxal, que hora significa uma coisa, hora significa outra. Deu como exemplo as Paraolimpíadas: para se jogar futebol é preciso ter o LIMITE do campo. Sem campo não há jogo. É imprescindível delimitar o território onde a partida será jogada, deixar clara quais são as regras do jogo, caso contrário não haverá brincadeira e sim barbárie…

Em contrapartida, a particularidade das paraolimpíadas é justamente as limitações físicas dos atletas. Limitações essas que poderiam até impedi-los de competir. E aí que vem o lado paradoxal do LIMITE: por essa perspectiva respeitá-lo significa não jogar, estagnar e render-se à limitação. Para que os atletas paraolímpicos joguem é necessário que superarem o próprio limite físico, se desenvolvam, para assim darem o show que deram, nos mostrando a força e capacidade incrível que o ser humano tem.

Bom, acho que dá para imaginar o final da história, né… Diante de tantos argumentos que a “bendita” voz questionadora soprou, estou tendo que me a ver com minha resistência e pensado que nessas horas ignorância seria um dom… Conhecimento é via de mão única, uma vez que adquirido, é um caminho sem volta, não há retorno!

Então, ao invés de ser rebelde contra o sistema youtube, bora lá rebelar e radicalizar minhas próprias limitações… O campo do jogo tá na área, cabe a mim aprender a jogar, entender quais são as regras e assim poder desfrutar da brincadeira…

Como na vida tudo é uma questão de perspectiva, resolvi encarar o desafio não mais pela busca por um lugar ao sol com jeito jeito “diferentão” de ser, mesmo porque não tenho a menor pretensão de ter visibilidade pela visibilidade; minha intenção sejam com meus textos, posts e agora vídeo é compartilhar temas e conteúdos que propiciem janelas de reflexão para o autoconhecimento daqueles que tenham coragem de se empreende por esses caminhos… Enfim, o desafio agora foi potencializado pelo motivador intrínseco de minha própria auto-superação!

Ótimo final de semana, eu vou ali aprender as regras do jogo e logo mais volto com novidades!!! 😉

Sobre o Autor:

Psicóloga formada pela PUC/SP. Candidata à Analista Junguiana pela AJB - IJPR Mestre em Psicologia Clínica pela PUC/SP. Especialista em Relacionamentos Amorosos pela Clínica Psicológica Ana Maria Poppovic da PUC/SP. Coach pelo ICI - Integrated Coachig Institute, credenciado ao ICF. Qualificada no Método Birkman. Autora de capítulos de livros e artigos científicos.

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